Terça-feira, 19 de Novembro de 2019
MANDANTE DE CONFRONTO

Traficante 'Bruno Surfistinho' teria comandado ataque a facção no Crespo

Bruno Santos de Lira saiu da cadeia há duas semanas com a 'missão' de organizar os comparsas da FDN para retomar área pertencente ao Comando Vermelho, segundo Inteligência



Capturar_A3A5210B-C1D2-4D0C-942E-323A4BFC36D5.JPG Foto: Divulgação
30/10/2019 às 16:24

Bruno Santos de Lira, o “Bruno Surfistinho”, era quem estava no comando do “bonde” criminoso que morreu na madrugada desta quarta-feira (30), durante uma tentativa de eliminar rivais do crime em um beco na rua Magalhães Barata no bairro Crespo, na Zona Sul de Manaus. A polícia ainda não confirmou se o morto que estava com tornozeleira eletrônica é Bruno Lira.

De acordo com que já foi apurado pela polícia, por meio da inteligência, Bruno Surfistinho deixou a cadeia há duas semanas, com a missão de organizar um grupo para tomar de volta uma área do tráfico de drogas que está sob domínio do Comando Vermelho (CV) a área do tráfico dos bairros Betânia e São Lázaro.



Bruno Surfistinho é homem de confiança do traficante Cleomar Ribeiro, o “Copinho”, que por muitos anos comandou o tráfico de droga nos bairros da Zona Sul de Manaus. Ambos são integrantes da facção criminosa Família do Norte (FDN). A polícia não confirma se foi Copinho quem deu a ordem, já que o mesmo encontra-se preso em Presídio Federal.

Conforme foi descoberto pela Inteligência Policial, Bruno Surfistinho organizou os comparsas, juntou armas e marcou a data para a retomada da área, pois, de acordo com a avaliação dos criminosos, este seria um dos dias da semana que há menos policiamento nas ruas.

Bruno conseguiu formar um bonde com aproximadamente 50 homens, de acordo com moradores do local, que chegaram ao local em um caminhão-baú. Os criminosos invadiram o beco, intimidando a população e provocando os desafetos. Moradores apavorados passaram a ligar para a polícia avisando do ataque.

Um dos policiais que participou da ação contou que os pedidos de ajuda chegaram pelo WhatsApp e para o Centro Integrado de Segurança (CIOPS). “As mensagens por pedido de ajuda eram desesperadoras. Casas estavam sendo invadidas”, contou o policial.

De acordo com o PM, quando a polícia chegou ao local, a situação era desesperadora e aparentemente difícil de controlar, porque não era possível identificar de onde vinham os tiros.

“Mas a gente conseguiu se abrigar e responder ao ataque. Naquele momento a gente só pensava em proteger a nossa vida e a vida dos nossos colegas. A gente pensava também nas nossas famílias. Só quem estava lá sabe o quanto foi difícil essa missão”, relatou o militar.

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Repórter de A Crítica

MORTES NO CRESPO



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