INÍCIO DO JULGAMENTO

Julgamento do caso Débora Alves começa em Manaus

Família pede pena máxima para Gil Romero e José Nilson por morte de grávida em 2023

Vanessa Oliveira
27/05/2026 às 13:52.
Atualizado em 27/05/2026 às 13:52

José Júnior, pai de Débora, cobra da Justiça a condenação dos culpados pela morte da filha e do neto (Imagem: TV A Crítica)

O julgamento de Gil Romero Machado Batista e José Nilson Machado de Oliveira, acusados pela morte da jovem grávida Débora Alves, começou nesta terça-feira (27), no Fórum Ministro Henoch Reis, na zona Sul de Manaus. O caso, ocorrido em julho de 2023, ganhou repercussão nacional pela brutalidade do crime.

Familiares da vítima acompanharam o início do júri e cobraram justiça. A expectativa do Ministério Público é que o julgamento dure entre três e quatro dias, devido à complexidade do caso e à quantidade de testemunhas e provas apresentadas.

O promotor de Justiça André Pifânio Martins classificou o crime como “um dos casos mais violentos e brutais da história do Estado do Amazonas” e afirmou que o Ministério Público está confiante na condenação dos réus.

“O que o Ministério Público espera é que seja feita justiça, que haja a devida reparação para a família da vítima”, declarou o promotor.

Débora Alves estava grávida de oito meses quando desapareceu. O corpo dela foi encontrado posteriormente no bairro Mauazinho. Segundo as investigações, Gil Romero seria o pai da criança e teria contado com a ajuda de José Nilson para cometer o crime.

A mãe da vítima, Paula Cristina Souza, afirmou esperar pela condenação máxima dos acusados.

“O nosso maior desejo é que ele saia daqui condenado. O que ele fez com a minha filha é desumano”, disse.

O pai de Débora, José Júnior, preferiu permanecer do lado de fora do plenário durante o julgamento. Segundo ele, a decisão foi tomada para evitar uma reação emocional diante dos acusados.

“Eu prefiro ficar do lado de fora e esperar o resultado aqui”, afirmou.

A tia da vítima, Rita de Cássia, também acompanhou o julgamento e afirmou que a família aguarda o encerramento do processo para conseguir viver o luto.

“A partir desse fim de julgamento, a gente vai poder viver o nosso luto, porque até então a gente estava lutando por justiça”, declarou.

Segundo o juiz Carlos Henrique Jardim da Silva Alfaia, responsável por presidir o júri, o primeiro dia do julgamento será voltado à oitiva das testemunhas de acusação e defesa. Os réus devem ser interrogados apenas no dia seguinte. 

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