André Lima, secretário extraordinário do Ministério do Meio Ambiente, participou ao vivo do programa Alô Cidade neste sábado e listou ações da gestão federal no estado
O secretário extraordinário de Controle dos Desmatamentos e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente, André Lima (Imagem: Reprodução/TV A CRÍTICA)
O secretário extraordinário de Controle dos Desmatamentos e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, confirmou que o governo do Amazonas informou não precisar do apoio federal para combater os incêndios florestais, uma vez que as chuvas estariam contribuindo para controlar as queimadas. A informação foi dada em entrevista à TV A Crítica neste sábado (10).
Por outro lado, o secretário afirmou que, apesar da divergência, é momento de seguir em frente e prestar apoio ao Amazonas. O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, e o presidente nacional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Jair Schmitt, estão a caminho de Manaus para coordenar as ações.
André Lima ressaltou que é importante que o governo do Amazonas não apenas decrete situação de emergência, como já fez, mas também formalize a solicitação pelo sistema da Defesa Civil para ter acesso aos recursos da pasta e obter equipamentos e pessoal para o combate aos incêndios.
Segundo o secretário, a área queimada em 2026 ainda é menor do que em 2025, mas a fumaça tem se concentrado na região metropolitana de Manaus devido a fatores meteorológicos e climáticos. O Brasil está sob influência do fenômeno El Niño, que, segundo ele, se manifestou neste ano de forma agressiva, provocando secas intensas na Região Norte e enchentes recordes no Sul.
Ajuda
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou, mais cedo, que quatro aviões, dois helicópteros e quase 300 profissionais chegariam ao Amazonas ainda neste sábado. Segundo o superintendente estadual do Ibama, Joel Araújo, as aeronaves chegariam por volta das 13h à Base Aérea de Manaus, no bairro Educandos, zona sul da capital.
Lula confirmou a informação após entrar em contato com o governador Roberto Cidade (União Brasil) e disse que “o povo do Amazonas pode contar com o governo federal”.
Investigação
Questionado se o governo federal atuaria para esclarecer as causas dos incêndios, André Lima afirmou que essa apuração deve ficar a cargo da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), uma vez que os focos de queimadas não estariam em áreas sob jurisdição federal, como terras indígenas e parques nacionais.
Segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), foram aplicados mais de R$ 21,69 milhões em multas por ocorrências relacionadas ao uso do fogo no estado entre 2 de setembro e 8 de outubro, em sete municípios: Careiro, Careiro da Várzea, Humaitá, Manaus, Manacapuru, Manaquiri e Tapauá.
A maior concentração de multas ocorreu em Humaitá, onde os autos somaram mais de R$ 10 milhões. Entre as infrações estavam o uso do fogo sem autorização em áreas agropastoris e a destruição de vegetação nativa.