MEMÓRIA

Caprichoso presta homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira durante o Boi de Rua

Mortos no Vale do Javari foram lembrados pelo Levantador de Toadas Patrick Araújo

Giovanna Marinho
19/06/2022 às 10:14.
Atualizado em 19/06/2022 às 10:14

Multidão Azul e Branca tomou conta das ruas de Parintins (Foto: Yuri Pinheiro / Caprichoso)

Com o mundo em verdadeira comoção por conta dos assassinatos de Dom Phillips e Bruno Pereira, defensores da Floresta Amazônica e dos indígenas, os bumbás que cantam a preservação e a cultura dos povos originários não poderiam ficar de fora das homenagens.

E no Boi de Rua do Caprichoso, que tomou as ruas de Parintins de azul e branco na noite deste sábado, o Touro Negro prestou suas homenagens. 

"Quem morreu pela Amazônia não será esquecido", bradouo levantador de toadas Patrick Araújo ao dedicar aos dois a toada 'Vale do Javari'.

A toada de Ronaldo Barbosa, lançada em 1996 e um dos hinos do Caprichoso, cita as principais etnias que habitam aquela região, etnias essas tão defendidas em vida por Bruno Pereira e cuja história Dom Phillips buscava contar.

E pelo que disse o pajé do Caprichoso, Erick Beltrão, honrar os povos indígenas será uma das tônicas da apresentação do Touro Negro nos três dias de Festival deste ano.  “Da minha parte a galera pode esperar inovação, muita luta pelos povos indígenas que é a minha marca e eu vou levar até o fim", reforçou o Erick, que vai para seu primeiro ano defendendo o item na Arena. Ele foi anunciado em 2020, mas não estreou oficialmente por conta da pandemia. 

“Esse retorno significa um marco para essa nova etapa do Festival Folclórico de Parintins. Eu, como estreante, tenho as melhores expectativas para termos um Caprichoso campeão inovador, ousado e a galera vai se apaixonar mais ainda”.

Beltrão foi um dos itens que esteve participando ativamente do Boi de Rua do Caprichoso, momento em que torcedores e itens se unem nas ruas da cidade e viram um só.

Quem fez uma plena demonstração disso foi a cunhã-poranga Marciele Albuquerque, que se juntou à galera e curtiu a festa do início ao fim, inclusive “desfilando” pelas ruas em cima de um triciclo.

“"Hoje eu estou aqui maia torcedora do que cunhã-poranga pra mim é um sonho de verdade estar aqui. Estou sem voz de tanto cantar", declarou a cunhã.

  

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