Acompanhe o roteiro de apresentação do Boi da Baixa para as três noites do 56º Festival Folclórico
Sebastião, Garantido, JP e Israel durante o ensaio técnico no Bumbódromo (Junio Matos)
Com o tema Garantido por Toda Vida, o Boi da Baixa do São José será o primeiro a se apresentar nas três noites do 56º Festival Folclórico de Parintins.
Veja o que ele apresentará em cada uma das noites do Festival.
Na primeira noite, o bumbá trabalhará o tema “A vida depende da vida”. Neste contexto, o bumbá reforçará o discurso de preservação ambiental e da importância dos povos indígenas. Tanto que nesta primeira noite será encenado o ritual Nominação Kayapó, que fala do nascimento de uma das maiores lideranças indígenas do mundo: o cacique Raoni Metuktire. Ele inclusive chegou a Parintins nesta quinta-feira (29), acompanhou os trabalhos no galpão do Garantido e será protagonista de um dos pontos altos da noite. Detalhe curioso: o ritual acontecerá no início da apresentação, e não ao final, como tradicionalmente acontece.
Ritual: Nominação Kayapó, com alegoria do artista Oséas Bentes
Celebração Indígena: Lendárias Amazonas, com alegoria de Sabazinho.
Figura Típica: Curandeiro/a da Floresta, com alegoria de Pingo de Souza.
Celebração Indígena: Aquarela da Amazônia, com alegoria de Sabazinho.
Lenda Amazônica: Kanarott, o Espírito da Floresta, com alegoria de Emerson Brasil.
Celebração Folclórica: Clamor pela Terra, com alegoria de Oséas Bentes.
Raoni e o Pajé do Garantido, Paketá
A ideia, segundo o bumbá, é trabalhar a diversidade, tratando dos trabalhadores/as, LGBTQIAPN+, negros/as, mestiços/as, indígenas, mulheres, caboclos/as e ribeirinhos/as. Entre as representações da noite, estarão as Caboclas do Barro, que em diversos pontos da nossa Amazônia trabalham a cerâmica marajoara. Um dos momentos mais esperados da noite é o ritual Odoshas, concebido em 2020 mas que jamais foi apresentado na arena.
Árvore da Vida, alegoria da Celebração Indígena
Lenda Amazônica: A Gênese Maraguá (Toada: U a ê a Ô), com alegoria de Brás Lira.
Celebração Indígena: Árvore da Vida (Toada: Pátria Indígena), com alegoria de Sabazinho.
Celebração Folclórica: Ubuntu: Celebração das Humanidades (Toada: Humana Amazônia), com alegoria de Marcel e Tacio.
Figura Típica Regional: Caboclas do Barro, com alegoria de Juciê Santos.
Ritual: Odoshas, com alegorias de Netto Barbosa.
O bumbá sintetiza a noite como sendo “uma viagem sentimental pela trajetória de lutas e glórias do Boi do Povão”. O repertório da noite passa por toadas históricas do bumbá, como “Urrou Meu Novilho”, “Ao Pé da Roseira” e “Boi do Carmo”, esta última durante a apresentação dos Romeiros e Romeiras de Nossa Senhora do Carmo como figura típica regional. A Lenda Amazônica resgata a encenação do Mapinguari, que fez história em 1997, com alegoria do artista Carivardo.
Celebração Folclórica: A Oitava Maravilha (Toadas: Urrou Meu Novilho / Ao Pé da Roseira), com alegoria de Vandir Santos
Figura Típica Regional: Romeiros e Romeiras de Nossa Senhora do Carmo, com alegoria de Francinaldo Guerreiro
Lenda Amazônica: Mapinguari, com alegoria de Carivardo.
Ritual: Kamarãpi, com alegoria de Glemberg Nascimento Castro.
Batucada durante o ensaio técnico no Bumbódromo