TRISTEZA

"O crime organizado venceu", afirma assessor após confirmação de morte de jornalista e indigenista

Yura Marubo é assessor jurídico da Univaja e amigo de Bruno Pereira desde 2015. Enquanto ele e a Univaja já confimam a morte, a PF se limitou a dizer que parte de corpos foram encontrados, mas não confirmou que tratam-se de Bruno e Dom Phillips

Michael Douglas
15/06/2022 às 20:27.
Atualizado em 15/06/2022 às 20:33

(Foto: Arlersson Siscú)

“O crime organizado, nesse caso, venceu”, disse Yura Marubo, com a voz embargada e segurando as lágrimas ao confirmar a morte de seu amigo há sete anos, o indigenista Bruno da Cunha Araújo Pereira. Ele e o jornalista britânico Dominic “Dom” Mark Phillips foram mortos e tiveram os corpos enterrados na região do Vale do Javari, em Atalaia do Norte, no interior do Amazonas.

Foi Yura quem confirmou, em primeira mão para o programa Alerta Nacional, da TV A CRÍTICA, que os corpos do jornalista e do indigenista haviam sido encontrados pela Polícia Federal (PF). Segundo ele, a localização dos corpos foi detalhada em confissão por um dos suspeitos presos pela Polícia Federal.

Bruno Pereira e Dom Phillips foram mortos na região do Vale do Javari

Morte brutal

De acordo com Yura, ainda que não pudesse confirmar de que forma Bruno e Dom foram assassinados, a maneira com que o crime se deu foi brutal, e sem qualquer propósito.

"É triste receber uma notícia como essa, e da forma como chegou. É triste ver um agente público que doou a sua vida para a proteção de uma terra indígena, peitando o crime organizado e organizações criminosas, apresentando todo esse trabalho para o Governo, o que acabou lhe resultando em vários inimigos", declarou.

"Assassinos"

Ainda em entrevista, Yura, que deixou de tratar Dom e Bruno como desaparecidos, chamou Oseney da Costa de Oliveira, o "Dos Santos", e Amarildo da Costa Oliveira, o “Pelado”, principais suspeitos do crime, de assasinos, afirmando não haver mais outra palavra que pudesse definir os irmãos.

"Vamos buscar a responsabilidade judicial para que esses sujeitos, esses criminosos, possam sentir a mão pesada da Justiça. Que eles recebam uma punição exemplar para que esse tipo de crime não possa se perpetuar dentro da terra indígena", concluiu.

Vale ressaltar que a Polícia Federal ainda não confirmou oficialmente a morte do jornalista e do indigenista, se limitando apenas a afirmar que partes de corpos foram localizadas em uma área do Vale do Javari.

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