19 votos

Adjuto Afonso é eleito presidente da ALE-AM até janeiro de 2027

Casa legislativa escolheu manter o parlamentar no comando, tendo o voto contrário apenas dos deputados da bancada do PSD e de Thiago Abrahim

Lucas dos Santos
online@acritica.com
15/07/2026 às 15:32.
Atualizado em 15/07/2026 às 17:38

(Foto: Daniel Brandão/ A Crítica)

O deputado estadual Adjuto Afonso (União) foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM) no pleito suplementar realizado nesta quarta-feira (15). O político recebeu 19 votos para o cargo, o qual vinha ocupando desde que Roberto Cidade (União) foi alçado a governador interino em abril e depois governador eleito em maio.

O registro de candidatura foi único, sem outros concorrentes. Os únicos votos contrários a Adjuto Afonso vieram do deputado Thiago Abrahim (MDB) e dos quatro deputados da bancada do Partido Social Democrático (PSD): Alessandra Campêlo, Mayra Dias, Rozenha e Wilker Barreto, os quais criticaram como a questão da sucessão ocorreu, por meio de uma emenda jabuti numa resolução legislativa, além de ressaltar o racha interno na ALE-AM.

Em seu voto, a deputada Alessandra Campêlo destacou que o voto contrário era uma orientação de bancada e lembrou que a sessão só estava acontecendo porque a efetivação de Adjuto Afonso foi feita “numa resolução que tratava de nomenclatura da Comissão de Causa Animal e se colocou no parecer uma resolução efetivando a presidência”.

“Acho que foi um desgaste desnecessário para esta casa, já que o deputado Adjuto sempre teve aqui, acredito, a maioria dos deputados concordando com a posse dele na presidência”, frisou.

A nova eleição ocorreu por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a uma ação direta de inconstitucionalidade (ADI) movida pelo partido Solidariedade. A sigla questionou alterações feitas no regimento interno em junho, as quais passaram a permitir que Adjuto Afonso permanecesse à frente da ALE-AM sem a realização de um novo pleito.

(Foto: Daniel Brandão/ AC)

Dino havia dado um prazo de cinco sessões para que um novo presidente fosse eleito, aplicando o regimento interno da Câmara dos Deputados por falta de um artigo específico para o caso da ALE-AM. O trecho do regimento federal prevê que “se até 30 de novembro do segundo ano de mandato verificar-se qualquer vaga na Mesa, será ela preenchida mediante eleição, dentro de cinco sessões, observadas as disposições do artigo precedente”.

Além disso, Flávio Dino determinou que a próxima legislatura deverá “suprir a lacuna regimental, observando o devido processo legislativo”. A ALE-AM se encontra em recesso desde 1º de julho e retorna aos trabalhos normais nos primeiros dias de agosto. Diante da decisão do ministro, foi convocada uma sessão extraordinária a fim de solucionar a questão de uma vez por todas.

Prioridades

À imprensa, o agora presidente Adjuto Afonso afirmou que sua gestão dará continuidade a trabalhos iniciados durante a presidência de Roberto Cidade, como a convocação dos aprovados no concurso público da ALE-AM. O certame foi homologado antes do prazo final determinado pela legislação eleitoral, fazendo com que as convocações possam ocorrer ainda em 2026.

“A gente vai começar a chamar essas pessoas. O concurso já foi homologado na minha gestão interina, e a gente vai ver a necessidade da casa para que a gente possa chamar ainda neste mês [de agosto], porque é o último mês que a gente tem antes da eleição. A gente vi procurar já chamar algumas pessoas que sejam necessárias para o quadro que existe hoje na Assembleia”, disse.

(Foto: Daniel Brandão/ A Crítica)

Questionado pela reportagem de A CRÍTICA se haveria uma nova eleição para o cargo de 1º vice-presidente, aberto com sua eleição para a presidência, Adjuto Afonso confirmou que a casa legislativa preencherá o espaço no retorno das sessões ordinárias em agosto.

“A Mesa Diretora tem dez cargos. Esses dez cargos têm que estar sempre preenchidos. Quando vaga um, a gente tem que provir imediatamente. Como não vai ter uma necessidade imediata, nós vamos fazer isso num segundo momento”, ressaltou.

Indagado sobre os votos contrários que recebeu na eleição, Adjuto Afonso tratou o caso como uma naturalidade da democracia e negou que haja qualquer desconforto entre os membros da casa.

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