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Cotidiano
OPOSIÇÃO

Grupo de mulheres contra Bolsonaro no Facebook é 'fake', diz vice em Manaus

Segundo o general Hamilton Mourão (PRTB), o grupo "Mulheres unidas contra Bolsonaro" pertence a opositores. Vice da chapa de Bolsonaro também afirmou que questão salarial das mulheres é algo resolvido 14/09/2018 às 22:17 - Atualizado em 15/09/2018 às 09:57
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Foto: Antônio Lima
Vitor Gavirati Manaus (AM)

Em passagem por Manaus, o vice da chapa de Jair Bolsonaro à presidência da República, general Hamilton Mourão (PRTB), afirmou que o grupo no Facebook "Mulheres unidas contra Bolsonaro" é fake. O grupo em questão foi criado no dia 30 de agosto e chamou a atenção após agregar mais de 300 mil mulheres em um único dia. A declaração sobre a organização feita na rede social foi dada em entrevista a jornalistas, nesta sexta-feira (14), após palestra a amigos e apoiadores da chapa em um hotel da Zona Centro-Sul.

“Essa rede aí que apareceu dizendo que tinha 800 mil mulheres contra o Bolsonaro, a gente sabe que aquilo ali é uma coisa fake. Ela era um site, foi comprado por um grupo de opositores e que se apropriou daquilo ali. Essa é a realidade e nós estamos até aprofundando os nossos dados sobre isso”, declarou o general, que é filho de um amazonense e morou por 5 anos no Estado.

Ao contrário do que afirma o general, o grupo não é fake. Conforme levantamento feito pelo site UOL, o grupo foi criado em 30 de agosto deste ano. Na mesma reportagem, o Facebook se manifesta afirmando que o grupo citado pelo general jamais mudou de nome. 

Mourão também afirmou que foi colocado um “rótulo” ou “preconceito” em Jair Bolsonaro na questão do debate sobre os interesses das mulheres.

“Eu tenho andado, por todo Brasil é assim: como tem mulheres que não vão votar no Bolsonaro por questões de fundo de cada uma, existe um grande número que vai votar nele. E a questão central, principal que é a questão dos costumes, é uma questão da sociedade”, disse o candidato, avaliando que o debate relativo à participação feminina no mercado de trabalho é assunto definido.

“A presença da mulher no mercado de trabalho e a questão salarial, isso está mais do que resolvido. Se a empresa paga menos ou paga mais, a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) já determina que haja igualdade no salário. O Governo Federal não tem muito que fazer. O Governo do PT em 2003 criou a Secretaria das Mulheres. Já tem 15 anos e os problemas continuam iguais”, comentou.

Carreata em Manaus

O último ato de campanha do general Mourão em Manaus é uma carreata na Zona Leste marcada para às 9h deste sábado (15). A atividade está prevista para começar no Uai Shopping, bairro São José, e ir até o Shopping Sumaúma, no Cidade Nova.

BR-319

Durante a palestra dessa sexta-feira, Mourão citou a ligação de seu pai com Humaitá, um dos municípios pelos quais a BR-319 passa, ao afirmar que um possível Governo Bolsonaro teria coragem para resolver o impasse da estrada que pode conectar o Amazonas com o resto do País pela ligação com Porto Velho (RO).  "Ela não passa em Humaitá? Humaitá não é a terra do meu pai?", brincou o general.

Contra a demarcação de terras indígenas

O general Mourão, que se declarou como indígena no registro da candidatura junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), também afirmou ser contra novas demarcações de terras indígenas no País. “Eu acho que as terras demarcadas foram bem feitas. Mais não”, declarou.

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