Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
PERÍCIA

Engenheiro foi morto com seis facadas e sinais de asfixia foram encontrados, aponta laudo

Reportagem apurou que marcas no corpo indicam que Flávio Rodrigues dos Santos, de 42 anos, foi arrastado de um local para outro



morte_EC2B5BDC-9A64-4BF4-A005-B91001CFA210.JPG A vítima Flávio Rodrigues dos Santos. Foto: Reprodução
01/10/2019 às 12:39

O laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) sobre as causas da morte do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, de 42 anos, afirma que ele foi morto com seis perfurações, sendo duas nas costas, duas no abdômen e duas na coxa esquerda e que morreu devido a uma anemia aguda. A reportagem ainda apurou que a vítima teve sinais de asfixia sendo possivelmente enforcado e que marcas no corpo indicam que ele foi arrastado de um local para outro.

As causas da morte de Flávio fizeram a família contestar a versão de que ele havia sido sequestrado por homens encapuzados e armados, mesma versão apresentada pelo prefeito Arthur Neto em declaração dada por meio das redes sociais na manhã de hoje, onde o político afirma, mesmo sem o caso ter sido finalizado judicialmente, que Flávio foi sequestrado por conta de uma dívida com traficantes. O filho da primeira-dama Elisabeth Valeiko, Alejandro Molina Valeiko, que estava com a vítima numa festa no condomínio Passaredo é apontado como principal suspeito pela família da vítima.



“Há muitas controvérsias nesta história, pois como que ele foi morto com facadas se os homens estavam com armas de fogo? Inclusive esta versão de sequestro foi negada pelo sindico do condomínio, pois, para entrar lá (no condomínio) há uma ampla restrição, onde você só é liberado por meio de biometria ou autorização de algum morador”, afirmou a sobrinha de Flávio, Ana  Gláucia Rodrigues.

Quanto às suspeitas do corpo de Flávio ter sido arrastado, Ana Gláucia diz que ontem, momentos antes do corpo ter sido encontrado em um terreno do bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus, a família chegou a receber uma foto do cadáver dentro do rio, e que por conta da ampla divulgação nas mídias digitais, podem ter o arrastado para a região onde foi posteriormente localizado.

“Já havíamos procurado o corpo do meu tio onde ele foi encontrado e não o achamos. Entretanto, estranhamente ele apareceu lá (no local) após começarmos a denunciar o desaparecimento dele nas redes sociais”, disse a sobrinha da vítima.


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