Resta um mandado de busca e apreensão ser cumprido. O promotor titular da 16ª Promotoria de Justiça, Igor Starling Peixoto, informou, em coletiva de imprensa, que a segunda ordem judicial tem como alvo um outro policial militar envolvido na noite do crime.
(Foto: Euzivaldo Queiroz)
Dinheiro, aparelhos celulares e documentos foram apreendidos durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (11) na casa onde mora Igor Gomes, genro da primeira-dama Elisabeth Valeiko e esposo de Paola Valeiko, indiciada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) por fraude processual no caso Flávio.
Deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPE-AM), as novas diligências acerca do homicídio do engenheiro, apontaram o envolvimento de Igor na noite do dia 30 de setembro deste ano. Igor é proprietário da residência onde Alejandro Molina Valeiko morava no condomínio Passaredo, Zona Oeste de Manaus. O montante em dinheiro apreendido não foi divulgado.
De acordo com o MPE-AM ainda resta um mandado de busca e apreensão ser cumprido. O promotor titular da 16ª Promotoria de Justiça, Igor Starling Peixoto, informou, em coletiva de imprensa, que a segunda ordem judicial tem como alvo um outro policial militar envolvido na noite do crime. Vale ressaltar que um PM, o Elizeu da Paz, já está preso preventivamente por suspeita de participação no homicídio de Flávio Rodrigues, 42. A operação segue em andamento.
Promotores Igor Starling, Ednaldo Medeiros e Armando Gurgel. Foto: Euzivaldo Queiroz
Aguardo
O promotor Igor Starling informou que ainda aguarda o resultado de exames das amostras de sangue colhidas pelo Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC - AM) na noite do crime. Segundo Igor, uma nova amostra de sangue foi identificada durante a reconstituição do crime.
No início das investigações, testemunhas que residem no condomínio Passaredo, afirmaram ter visto uma carro, modelo Pick-up, de cor branca, chegar ao local onde Alejandro morava. Sobre o veículo, o promotor disse analisar a veracidade.
Participação
O MPE-AM informou que Procedimento de Investigação Criminal (PIC), que pode gerar a denúcia e encaminhar os envolvidos ao Tribunal do Júri, tem prazo de 90 dias para ser concluído, podendo ser prorrogado por mais 90 dias. O cumprimento de mandados de busca e apreensão está sob responsabilidade da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), por meio do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO).