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Manaus
ZONA SUL

Empresário e tia envolvidos em estupro de adolescente em motel são presos

A prisão é temporária, tem prazo de 30 dias, mesmo período que a polícia tem para concluir as investigações. Fabian Neves dos Santos, 37, e tia da adolescente ficaram presos na sede da Depca 16/08/2018 às 17:37
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Foto: Divulgação
Silane Souza Manaus (AM)

A Polícia Civil cumpriu nesta quinta-feira (18), entre 14h e 14h30, o mandando de prisão em nome de Fabian Neves dos Santos, 37, e da tia da adolescente de 13 anos resgatada em um motel no dia 7 deste mês. O empresário não se encontrava em sua residência quando os policiais chegaram, mas se apresentou em seguida na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), já a tia foi presa na casa de um parente, no bairro São Francisco, Zona Sul de Manaus.

A delegada titular da Depca, Joyce Coelho, explicou que a prisão é temporária, tem prazo de 30 dias, mesmo período que a polícia tem para concluir as investigações. “Inicialmente, os acusados ficaram presos na própria Depca para que a gente possa ouvi-los sobre novos fatos”, afirmou, destacando que o processo segue em segredo de justiça.

Questionada sobre se os acusados poderão ser soltos novamente nestes 30 dias, Joyce ressaltou que vai depender das investigações, do que vier a ser apurado e de novos possíveis pedidos tanto da polícia quanto do Ministério Público e até mesmo da defesa. 

Entenda o caso

A prisão preventiva dos acusados foi decretada hoje pela juíza Patrícia Chacon, da Vara Especializada em Crimes Contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes.

Fabian Neves e a tia da adolescente haviam sido presos no último dia 7, em flagrante, no momento em que a adolescente era aliciada num quarto de motel. Mesmo flagrados pela polícia no ato criminoso, ambos foram liberados no dia seguinte, durante audiência de custódia, para responder criminalmente em liberdade, por decisão provisória do juiz Celso Souza de Paula.

Na quinta-feira (9), dois dias após o crime, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) havia anunciado que tinha dado entrada a um pedido de prisão preventiva do empresário e da tia. Na solicitação de prisão, feita pela promotora de justiça Francilene Barroso da Silva, foi sustentado que ambos cometeram um crime hediondo e que houve flagrante para justificar a necessidade de prisão.

Na decisão que justifica a nova prisão dos suspeitos, agora preventivamente, a juíza Patrícia Chacon levou em conta a prática dos crimes previstos no art. 213, parágrafo 1º; art. 217-A, caput, art. 218-B e art. 244, todos do Código Penal Brasileiro (CPB), cometidos contra crianças e adolescentes, estando presentes os pressupostos legais. A prisão preventiva é prorrogável por mais 30 dias.

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