Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
CONTRADIÇÃO

Segurança de condomínio contradiz depoimento de Alejandro Molina à polícia

Filho da primeira-dama disse, em depoimento, que conheceu Flávio na mesma noite do suposto sequestro da vítima. Um servidor do condomínio Passaredo, entretanto, reconheceu o engenheiro como constante frequentador da residência de Molina



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04/10/2019 às 17:08

Um agente de portaria do condomínio Passaredo, situado na Zona Oeste de Manaus, informou à polícia que o engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, encontrado morto após uma festa na casa de Alejandro Molina, frequentava o local constantemente. O filho da primeira-dama Elisabeth Valeiko é procurado pela polícia, após ter a prisão decretada na quinta-feira (3).

Segundo inquérito policial, no dia 1º de outubro, o funcionário reconheceu "sem nenhum vacilo" o engenheiro como frequentador assíduo da residência. Em depoimento na sede do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), entretanto, Alejandro disse não saber o nome da vítima, pois os dois teriam se conhecido momentos antes em uma festa.



Alejandro Molina compareceu à delegacia na segunda-feira (30), mesmo dia em que o corpo de Flávio foi encontrado em um terreno no Tarumã, bairro vizinho ao condomínio onde mora. Na noite anterior, Flávio estava na residência de Alejandro, junto a Elielton Magno e José Edvandro, após deixar uma festa com o grupo.

Sobre a noite do crime, Alejandro Molina disse à polícia que estava com o grupo na sala de casa, mas que não sabia o nome de nenhum dos presentes, pois os conheceu no mesmo dia. Na ocasião, ele conta que a casa foi invadida por dois indivíduos armados. Um deles teria desferido uma facada nas costas de um dos colegas e, depois, dois deles foram sequestrados do local.

Viajou após depor

Conforme as investigações, Alejandro Molina Valeiko viajou para o Rio de Janeiro após depôr na Polícia Civil. Ele saiu de Manaus em voo comercial, às 15h35 de segunda-feira (30), acompanhado de duas pessoas. O custo total da viagem foi de R$ 4.328,55. Segundo divulgado pelo prefeito de Manaus, Arthur Neto, o enteado foi internado em uma clínica para dependentes químicos.

No pedido de prisão, o delegado Aldeney Gomes Alves, titular do 19º DIP, pede celeridade à 2ª Vata do Tribunal do Juri para expedir o mandado de prisão "a fim de se evitar que se propague a descrença na efetividade do sistema de segurança pública como um todo e o ora representado venha a fugir como já o fez para não ser preso em flagrante delito".

O delegado acrescenta ainda que a viagem de Alejandro Molina"demonstra o risco de prejuízo à instrução criminal e aplicação da lei penal" para as investigações.

Mandados de prisão

Nesta quinta-feira (3), a defesa de Alejandro informou que o cliente se entregaria hoje à polícia. Até o momento, das seis pessoas que tiveram mandado de prisão expedidos pela Justiça, apenas Alejandro não está preso. Tiveram as prisões decretadas:

  • Alejandro Molina Valeiko (foragido)
  • Elielton Magno de Menezes Júnior (preso)
  • José Edvandro Martins Júnior (preso)
  • Vitório Del Gato, cozinheiro (preso)
  • Elizeu da Paz de Souza, sargento da PM (preso)
  • Mayc Vinícius Teixeira Parede, ex-PM (preso)

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Jornalista de A CRÍTICA

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