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Manaus
CRIME AMBIENTAL

Vazamento de óleo no rio Negro ainda não compromete serviço de água em Manaus

A concessionária Manaus Ambiental informou que monitora diariamente a qualidade da água na estação de tratamento próxima à região onde 1.800 litros de diesel foram derramados 30/08/2018 às 12:00 - Atualizado em 30/08/2018 às 12:16
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Foto: Divulgação/Ricardo Oliveira
Paulo André Nunes Manaus (AM)

O vazamento de quase 2 mil litros de óleo diesel no rio Negro, ocorrido na última segunda-feira (27) após o naufrágio de um rebocador do Porto Chibatão, ainda não comprometeu, até o momento, o abastecimento de água no Complexo Ponta das Lajes e Estação de Tratamento de Água Mauazinho. A informação foi repassada ao Portal A Crítica pela concessionária de água Manaus Ambiental.

Ao menos 1.800 litros de óleo foram derramados no rio Negro após o naufrágio da embarcação. O vazamento aconteceu a uma distância de 5 quilômetros da margem do rio Negro, entre o Porto da Ceasa e a estação do Programa Águas para Manaus (Proama), percorrendo um trajeto fluvial de dez quilômetros, segundo informações do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

A Manaus Ambiental informou, por meio de nota, que intensificou o monitoramento do controle de qualidade da água no Complexo Ponta das Lajes e Estação de Tratamento de Água Mauazinho, com a medida sendo tomada, de acordo com a concessionária, após a empresa tomar conhecimento do vazamento de óleo diesel.

“A concessionária atuou imediatamente no reforço e intensificação das análises de qualidade da água. Até o momento não foi constatada nenhuma alteração nos padrões da água captada por estas unidades, responsáveis pelo abastecimento na Zona Leste, Distrito Industrial da Suframa e Mauazinho”, comunicou a Manaus Ambiental, via assessoria de imprensa.

A empresa declarou também que vem mantendo contato direto com técnicos do Ipaam no período de 1 em 1 hora, monitorando as ações realizadas pelo órgão de proteção ambiental. Ontem, última quarta-feira (29), o presidente do Ipaam e secretário de Estado do Meio Ambiente, Marcelo Dutra, afirmou que até aquele momento a Manaus Ambiental não havia sinalizado qualquer indício de contaminação na área do Programa Águas para Manaus (Proama), no bairro Mauazinho.

Evitar contato com água

Ontem (29), o Ipaam orientou que a população não consuma ou tome banho nas águas no rio Negro atingidas pelo vazamento de óleo diesel. Apesar dos números de 1.800 litros de óleo derramados, o órgão ambiental acredita que o desastre possa ter sido maior. Um laudo pericial está sendo preparado e deverá ficar pronto na próxima quarta-feira (5).

Porto Chibatão embargado

Também ontem (29), técnicos do Ipaam embargaram as atividades do Porto Chibatão, responsável pela embarcação que naufragou no rio e causou o vazamento do óleo. Em nota, a direção da empresa J. F. de Oliveira, que pertence ao grupo Chibatão, informou que todas as atividades e esforços estão concentrados nas “tratativas do incidente” e que possui uma equipe ambiental treinada e equipada que para atuar no tratamento e recolhimento dos resíduos do derramamento de óleo.

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