Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019
'CASO FLÁVIO'

Alejandro diz que encapuzado que sequestrou Flávio era seu segurança

À Polícia Civil, o filho da primeira-dama de Manaus não soube informar o motivo que teria levado Elizeu da Paz a ir em sua casa por volta das 22h30. Elizeu foi designado pela Prefeitura de Manaus para proteger Alejandro



images__22__B85D91D0-A13B-498A-81D1-7174976E6762.jpg Artur Neto com a primeira-dama Elisabeth Valeiko e o sargento da PM, lotado na Casa Militar, Elizeu da Paz Souza, que faz segurança de Alejandro Valeiko. Foto: Reprodução/internet.
09/10/2019 às 15:37

Em depoimento prestado à Polícia Civil na última segunda-feira (7), Alejandro Molina Valeiko, investigado pela participação no homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues, afirma que reconheceu a voz e os olhos do policial Elizeu da Paz, lotado na Casa Militar da Prefeitura de Manaus, como sendo um dos dois encapuzados que teriam ‘invadido’ sua casa, por volta das 22h30, e sequestrado o engenheiro Flávio Rodrigues, posteriormente encontrado morto em um terreno no Tarumã, Zona Oeste de Manaus. 

Elizeu da Paz, responsável pela segurança do enteado do prefeito de Manaus, Arthur Neto, é apontado por Alejandro como alguém “capaz de matar”, e que durante as visitas que fazia em sua residência, situada em um condomínio de luxo na Ponta Negra, Zona Oeste da capital, o segurança “queria mandar na casa”.  Foi justamente deste imóvel que na noite do dia 29 de setembro, a irmã de Flávio Rodrigues, Silene Rodrigues, teria recebido a ligação de José Edvandro Martins de Souza Junior afirmando que “homens encapuzados” teriam sequestrado Flávio, e que um deles teria golpeado com uma faca Elielton Magno de Menezes Gomes Junior, além de agredir o filho da primeira-dama, Elisabeth Valeiko, com uma coronhada. 



Alejandro disse que todos [Elielton, Flávio e ele] estavam ingerindo bebidas alcoólicas, na sala de jantar por volta das 22h30, após voltarem de uma festa na Av. do Turismo, no Tarumã, onde diz ter consumido cocaína. Esse é o horário apontado nas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada em Sequestros e Homicídios (DEHS), em que Elizeu da Paz e Mayc Vinicíus Parede teriam passado pela portaria do condomínio, e cometido as agressões, culminando no suposto sequestro de Flávio. Elizeu dirigia um carro alugado pela prefeitura de Manaus quando entrou no condomínio.

Alejandro afirma que reconheceu a voz e os olhos do policial Elizeu da Paz, como sendo um dos homens com capuz, e que o atingiu com uma coronhada. Durante o depoimento ele também afirmou que o segurança não costumava ir à sua casa durante a noite, e que geralmente o visitava ao meio-dia, de maneira regular, e sozinho.  Ele não soube informar o motivo que teria levado Elizeu a ir em um horário fora do habitual. Na terça-feira (8), Mayc Parede afirmou que foi ele quem matou Flávio Rodrigues.

Cadê o dinheiro ?

Alejandro também afirmou, em depoimento, que na noite do dia 29 de setembro, não foi cobrado por ninguém acerca de uma suposta dívida com o tráfico de drogas, e que não foi relatado a ele nenhuma ameaça que Edvandro e Flávio estariam sofrendo por parte de traficantes. A versão de Alejandro contesta o pronunciamento nas redes sociais do prefeito de Manaus, Arthur Neto, que considerou que a ação na casa do enteadose deu por conta de dinheiro que um dos presentes estaria devendo, sugerindo que traficantes de drogas teriam protagonizado a ação.

Questionado sobre a existência de sangue em uma área na casa, encontrado pela perícia da Polícia Civil, Alejandro afirma, em depoimento, que pertence a ele e que foi resultado da “coronhada” que o teria atingido.

Ele não contou para família que teria identificado seu segurança, Elizeu da Paz como autor da invasão e do golpe que o atingiu, apesar de minutos depois do evento, o seu cunhado, Igor Gomes Ferreira, que também é proprietário do imóvel, e sua mãe, Elisabeth Valeiko terem chegado no local.

Acompanhado de Vitório Del Gato, que estaria dormindo em quarto da casa durante a suposta invasão, Alejandro foi levado para um hospital de pronto atendimento e, logo em seguida, ficou em um hotel até sua viagem para o Rio de Janeiro no dia 30 de setembro, onde, de acordo com os advogados, ficou internado em uma clínica psiquiátrica, até ser obrigado, por uma ordem judicial a voltar para Manaus.

Alejandro Molina cumpre prisão temporária desde a terça-feira (8) na sede do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), situado na Av. Coronel Teixeira, no bairro Santo Agostinho, Zona Oeste da capital. Outros cinco investigados também tiveram prisão temporária decretada e permanecem em delegacias à disposição da Justiça do Amazonas.

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Repórter

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