Domingo, 21 de Julho de 2019
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Líderes de massacre e membros de facções: veja 'ficha' de mentores de mortes em presídios do AM

Lista tem nomes ligados a Família do Norte, ex-pistoleiro do PCC e até responsável por tentativa de assassinato ao hoje ministro do STJ Mauro Campbell



WhatsApp_Image_2019-05-28_at_16.18.05_D8083D2D-BEAA-486A-9C3F-092075CF6A16.jpeg Foto: Divulgação
28/05/2019 às 18:00

Líderes do “massacre do (Compaj)”, integrantes das facções criminosas Família do Norte (FDN) e Primeiro Comando da Capital (PCC), além do chefe da quadrilha que tentou matar o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Marques Campbell em 2006. Esses são alguns dos apontados como mentores da chacina que vitimou 55 detentos das unidades prisionais do Amazonas entre o domingo (26) e a segunda-feira (27).

Os criminosos indicados pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) como líderes da nova chacina no sistema prisional amazonense foram transferidos para presídios federais nesta terça-feira (28). Mais 20 presos devem ser encaminhados para fora do Estado nesta quarta-feira (29), segundo o governador Wilson Lima. Veja o perfil dos mandantes abaixo.

Rivelino de Melo Muller

Rivelino foi um dos 17 detentos apontados como líderes da rebelião que culminou na morte de 56 presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, em janeiro de 2017, que foram transferidos para presídios federais no dia 11 daquele mês. Ele havia sido preso por tráfico de drogas.

Adriano Silva Monteiro

Conhecido como “Gordinho”, ele foi preso em abril de 2014, enquanto consumia drogas com a namorada em um apartamento do condomínio Smille Parque Flores, na Zona Centro-Sul de Manaus.

Ele era acusado de cometer homicídios, tráfico de drogas, formação de quadrilha e de assassinar o fuzileiro naval baiano Leandro Rocha dos Santos, 20, após um show do Chiclete com Banana no Diamond Convention Center. Na época, ele era apontado como um dos chefes da FDN.

Janes do Nascimento Cruz

Um dos sete presos que difundiram a ordem para o início da tragédia que ficou conhecida como “Massacre do Compaj”. Ele foi preso por tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Jane da Silva Santos

Líder da quadrilha que tentou matar o ministro do STJ Mauro Campbell. De acordo com a denúncia feita pelo Ministério Público, a tentativa de assassinato teria sido praticada às vésperas de uma eleição para composição da lista tríplice da procuradoria-geral do órgão. Vicente Cruz era o procurador-geral e concorria à reeleição contra outros quatro candidatos, sendo que um deles era Mauro Campbell.

O crime ocorreu em 2006. Em 2016, no julgamento, Jane já cumpria pena em regime fechado e foi sentenciado a 15 anos e seis meses. O júri que absolveu o ex-procurador Vicente Cruz dos crimes de tentativa de homicídio qualificado, formação de quadrilha e bando armado, foi anulado em dezembro pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM).

Bruno Souza Carvalho

Foragido da Justiça do Amazonas, “Bruno Fiel” foi preso em junho de 2017 por policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Pavão-Pavãozinho, no Rio de Janeiro.

É apontado por envolvimento no homicídio da universitária Luana Berenice Gonzaga Neves, 22, ocorrido em junho de 2014, além de ser, à época, o chefe do tráfico de drogas na Zona Centro-Sul de Manaus. Bruno era apontado ainda como forte integrado da facção FDN.

Anderson Gustavo Ferreira da Silva

Preso em Boa Vista (RR) acusado de ser o autor dos disparos que vitimaram a menina Emily Caroline Moreira de Carvalho, 10 anos, morta em julho de 2014 na comunidade Campos Sales, bairro Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

Emily havia ido ao local a pedido da mãe para comprar um produto alimentício. Dois homens em uma motocicleta chegaram ao local e Anderson, que era o carona, efetuou vários disparos contra Marcondes Lino da Silva, 27, que se encontrava no mesmo estabelecimento onde Emily estava. Marcondes foi atingido com seis tiros e Emily foi ferida com um disparo. Os dois foram socorridos para hospitais, porém Emily não resistiu aos ferimentos e morreu.

Foi um um dos 35 detentos que fugiram do Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM 2), em maio de 2018.

Lucirle Silva da Conceição

Em dezembro de 2012, foi um dos oito presos que foram levados de Manaus para presídios em Porto Velho (RO) e Campo Grande (MS). Era apontado, à época, como um dos chefões do tráfico no Amazonas.

Felipe Batista Ribeiro

Apelidado de “Anjinho”, era pistoleiro da facção PCC. Em 2016, ele era suspeito de ser o autor de pelo menos dez homicídios em Manaus. Anjinho já foi preso várias vezes e consegue liberdade por apresentar um atestado de que é portador de problemas mentais.

Em dezembro de 2016, policiais militares da Cavalaria encontraram um celular e uma faca dentro da cela do pistoleiro. Consta no Boletim de Ocorrência que a faca seria usada possivelmente para serrar o cadeado da cela. Na saída da delegacia, à época, "Anjinho" disse que a faca era apenas para cortar pão. “Bota aí que sou do PCC e não dessa FDN”, falou ao entrar no camburão da viatura.

Adeilton Gonçalves da Silva

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Jornalista de A CRÍTICA

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