Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
ENGENHEIRO MORTO

Polícia apura possível entrada autorizada em condomínio de luxo

Até agora 11 pessoas foram ouvidas no caso do desaparecimento e morte do engenheiro Flávio Rodrigues. Segundo a Polícia, não há indícios de invasão ao condomínio



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01/10/2019 às 17:57

Onze pessoas foram ouvidas até o momento no processo que segue em investigação pela Polícia Civil para saber o que teria acontecido no dia em que o engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, de 42 anos, desapareceu após participar de uma festa no condomínio de luxo Passaredo, no bairro Ponta Negra, Zona Oeste, área nobre de Manaus. A vítima foi encontrada morta na tarde de segunda-feira (30), em um terreno no Tarumã, na mesma zona que teria desaparecido.

De acordo com o titular do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), delegado Aldeney Goes, não há indícios de invasão no local. “As investigações iniciaram ontem. Narraram a nós que havia ocorrido um roubo e que uma pessoa teria sido sequestrada. A primeira coisa que temos que fazer é colher as informações e averiguar. Não basta apenas receber as informações e descartá-las. Temos que descartar de forma técnica. Então solicitamos perícia para a casa. Se preciso for, faremos novas perícias. Nós ouvimos as pessoas e tudo que é dito, é analisado", disse. 



Polícia suspeita de acesso autorizado

Todas as quatro pessoas que estavam na residência com Flávio já foram ouvidas. Na residência moravam Alejandro Molina Valeiko e Vitório Del Gato. Além de Flávio, também estavam na casa José Edvandro Martins de Souza e Elielton Magno de Menezes Gomes Júnior, que teve ferimentos a faca nas costas e prestou depoimento na tarde de hoje.

Entre as onze pessoas ouvidas, cinco delas são os seguranças que estavam de serviço no condomínio. Segundo o delegado, eles sustentam os indícios de que não ocorreu invasão no condomínio na noite de 29 de setembro. Em nota, o condomínio já havia negado a invasão e informado que o que ocorreu foi um desentendimento entre as pessoas que já estavam na casa.

“Não encontramos indícios de que possa ter ocorrido uma invasão, mas ainda não descartamos que pode ter ocorrido um acesso autorizado. Começamos agora a trabalhar com o acesso autorizado, estamos nessa linha. As imagens do local foram prejudicadas por causa de uma tempestade. Nós estamos tratando de recuperar. Essas imagens serão recuperadas e usadas na investigação”, descreveu.

Os moradores da residência não indicaram nenhum objeto que tenha sido levado. Os celulares das vítimas e o carro de Flávio também estavam no local. Na madrugada de domingo, José Edvandro registrou Boletim de Ocorrência no 19º Distrito Integrado de Polícia, localizado na Ponta Negra, informando que dois homens encapuzados e armados teriam entrado na residência onde ele estava com os amigos, ferido Alejandro e levado Flávio.

Após ser questionado sobre Alejandro Molina Valeiko, filho da primeira-dama do município, Elisabeth Valeiko Ribeiro, o delegado ressaltou que o homem foi ouvido e que, até o momento, não há nenhuma restrição quanto a saída dele do estado ou do país e, se caso surgir alguma cautelar proibindo que ele deixe o estado, a cautelar será anunciada a ele e será cumprida.

Entenda o caso ponto a ponto


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